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Como é uma observação profissional? 'Live' especial responde a esta curiosidade e mostra, ao vivo, o trabalho de astrônomos

Publicado: Quinta, 22 de Outubro de 2020, 18h45 | Última atualização em Quinta, 22 de Outubro de 2020, 20h18

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A astronomia desperta muito interesse entre nós. Afinal, este Universo infinito, cheio de diversos objetos fascinantes, como galáxias, estrelas, planetas, quasares e buracos negros, ainda é cercado de mistérios e muitas questões sem respostas. A astronomia observacional é um dos vários caminhos profissionais para os astrônomos. Mas como será a rotina dos astrônomos que optaram por esta linha?

Numa live inédita, três instituições de pesquisa dedicadas à astronomia vão mostrar, ao vivo, como é uma observação profissional. Pesquisadores do Observatório Nacional, do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), ambos vinculados ao MCTI, e do Observatório do Valongo, vinculado à UFRJ, realizarão todas as etapas de uma noite de observação de estrelas.

No sábado, dia 24 de outubro, às 20h30, os pesquisadores usarão o maior telescópio instalado no Brasil, o telescópio com 1,6m de diâmetro fabricado pela Perkin-Elmer, sediado no Observatório do Pico dos Dias (OPD), do LNA, na cidade de Brazópolis, no sul de Minas Gerais. O instrumento vai ser apontado para o céu para mostrar como é o estudo de estrelas brilhantes, especialmente as estrelas de tipo solar, por meio da aquisição de espectros - a luz emitida por uma estrela separada em frequência ou comprimento de onda por meio de uma rede de difração (similar ao efeito de produção de um arco-íris quando a luz branca passa por um prisma).

 O telescópio com 1,6m de diâmetro fabricado pela Perkin-Elmer, sediado no Observatório do Pico dos Dias, 
será utilizado ao vivo na observação remota voltada ao público. Crédito: Saulo Gargaglioni/LNA

No OPD, estarão o coordenador do Observatório, Saulo Gargaglioni, e o diretor do LNA, Wagner Corradi, para falar do equipamento, da estrutura da instituição, e explicar como é feita a distribuição do tempo para uso dos quatro telescópios do OPD entre os astrônomos.

Remotamente, operando o telescópio, estarão os pesquisadores Hélio J. Rocha-Pinto, Felipe Busto Gallo e Gustavo Porto de Mello, do Observatório do Valongo, mostrando passo a passo como é a noite de trabalho destes profissionais: as  telas usadas simultaneamente para controle do telescópio e aquisição das imagens; os espectros de calibração, uma espécie de referências do equipamento, usados depois no tratamento dos espectros; e os objetos que serão visíveis nesta noite.

A pesquisadora Simone Daflon, do Observatório Nacional, fará a mediação desta live. Simone trabalha com astrofísica estelar e auxiliará na explicação sobre os passos do trabalho e sobre os espectros que serão mostrados.

 

Mas, o que acontece se as condições atmosféricas não permitirem o uso do telescópio?

Pois este assunto também será abordado pelos pesquisadores. Na “vida real”, o que faz o astrônomo se, na noite reservada para sua observação, definida em função do melhor momento para olhar seu objeto de estudo, o clima não colaborar? Noite perdida mesmo!

Entretanto, na live, caso as condições não permitam a observação, veremos espectros de estrelas adquiridos em outras missões de observação. 

Como as noites de uso dos telescópios são preciosas e bastante concorridas, destacamos que esta observação ao vivo para mostrar ao público como é o trabalho dos astrônomos só é possível porque o pesquisador Hélio J. Rocha-Pinto disponibilizou uma das noites reais de seu projeto utilizando o telescópio do OPD.


PARTICIPE!!

Como é uma observação profissional?

Vamos acompanhar, ao vivo, uma observação no telescópio 1,6m Perkin-Elmer, o maior telescópio do Brasil, localizado no Observatório do Pico dos Dias, gerenciado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica

24 de outubro de 2020, sábado - 20h30
Canal do ON no YouTube: www.youtube.com/observatorionacional 

Observatório do Valongo (UFRJ)
Helio J. Rocha-Pinto
Felipe Busto Gallo
Gustavo Porto de Mello

Observatório do Pico dos Dias (LNA)
Saulo Gargaglioni
Wagner Corradi

Observatório Nacional 
Simone Daflon 

 

 

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