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Madrugada do dia 29 de julho tem pico de atividades da chuva de meteoros Delta Aquariids do Sul

Publicado: Terça, 28 de Julho de 2020, 18h34 | Última atualização em Terça, 28 de Julho de 2020, 18h35

Na madrugada desta quarta-feira, dia 29 de julho, acontece o pico da atividade da chuva de meteoros Delta Aquariids do Sul (do inglês South Delta Aquariids). Essa chuva tem melhor visibilidade a partir do hemisfério sul e pode produzir cerca de 25 meteoros por hora com uma velocidade estimada de 41 km por segundo.

“Esta chuva é originada do cometa 96P/Machholz, descoberto em maio de 1986 pelo astrônomo Donald Machholz, e acontece todo ano quando a Terra cruza com a órbita desse cometa, encontrando detritos deixados por ele entre os dias 12 de julho e 23 de agosto”, explica o astrônomo Marcelo de Cicco, doutorando no Observatório Nacional e coordenador da rede colaborativa Exoss, que busca conhecer as origens, natureza e características das órbitas dos meteoros.

As taxas horárias são estimativas visualizadas em locais de céu escuro, longe de fontes de luz urbana. “Observadores de áreas urbanas terão menos atividade, pois apenas os meteoros mais brilhantes serão visíveis a partir desses locais”, destaca Marcelo.

Para observar a chuva de meteoros, o ideal é estar num local bem escuro, confortável e agasalhado a partir das 22 horas da noite do dia 28 de julho. A constelação de Aquário, onde está localizado o radiante desta chuva, começa a surgir e ficar visível a leste. A direção leste é onde nasce o sol. 

O melhor horário para observar é durante a madrugada do dia 29 de julho, bem nas primeiras horas do dia. “Nessa madrugada, a constelação estará bem acima de nossas cabeças, ao olharmos para cima. A este ponto denominamos o zênite”, orienta o astrônomo. Como a Lua está na fase crescente, ela estará refletindo mais brilho e dificultará a observação a olho nu nas primeiras horas da madrugada. A observação fica melhor mais próximo do amanhecer.

Taxas horárias são estimativas visualizadas em locais de céu escuro, longe de fontes de luz urbana
Crédito da imagem: Exoss.org

Os meteoros deixam um risco luminoso no céu, popularmente chamados de "estrelas cadentes". As chuvas de meteoros não representam riscos para a Terra e acontecem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade.

Quem registrar imagens de meteoros desta chuva pode enviá-las ao projeto Exoss, usando a ferramenta bolido.exoss.org.

 

Sobre a Exoss

A EXOSS é uma rede colaborativa, que busca conhecer as origens, natureza e caracterização de órbitas dos meteoros. Para isso, integra as estações de monitoramento montadas por seus associados, obtendo imagens em diversos locais – entre os quais, na sede do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, e no Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica, também do ON, em Itacuruba, Pernambuco. Essa rede reúne e analisa, ainda, os relatos e imagens enviadas pelo público.

Na página da EXOSS na Internet é possível obter mais informações sobre a rede e ver maneiras de colaborar. A EXOSS também dá dicas de como fotografar meteoros, explica os fenômenos, oferece estatísticas de meteoros e meteoritos e orienta os interessados para fazer observação visual, além de mostrar imagens em tempo real das estações instaladas.

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