Nas épocas mais antigas, quando as observações eram feitas sem qualquer auxílio instrumental, tudo o que se sabia sobre Marte é que ele era visível, tinha uma cor vermelha forte e deslocava-se no céu seguindo uma órbita muito estranha. Ao contrário de qualquer outro planeta, Marte cruzava os céus desenhando uma estranha "volta", caminhando para trás durante um pequeno intervalo de sua trajetória celeste.
Os Babilônios
Já em 4000 a. C. os babilônios se interessavam em estudar Astronomia. Eles desenvolveram métodos observacionais avançados para a época com os quais conseguiam prever alguns eventos astronômicos tais como os eclipses.
Utilizando estes métodos, os babilônios fizeram cuidadosas observações que eram utilizadas para a construção de seus calendários e para fundamentar os seus ritos religiosos. No entanto, eles nunca tentaram explicar os fenômenos celestes que testemunhavam.
Os babilônios também observaram Marte a quem eles davam o nome de Nergal (imagem ao lado), que significa "o grande herói" ou "o rei dos conflitos". Nergal às vezes é traduzido como a "estrela da morte", que seria a casa do deus do submundo.
Os Egípcios
Os egípcios estudavam Astronomia também com objetivos religiosos mas foram os primeiros a notar que as estrelas parecem "fixas" e que o Sol se movia em relação às estrelas.
Eles também registraram a existência de cinco objetos brilhantes no céu que pareciam se mover de uma maneira similar. Estes eram os planetas Mercúrio, Marte, Venus, Júpiter e Saturno.
Os egípcios chamaram Marte de Har Decher que quer dizer "aquele que é vermelho".
Os Gregos e os Romanos
Entre os inúmeros deuses que povoavam a mitologia dos gregos e dos romanos estava o deus da guerra, o filho de Zeus e Hera, que foi desprezado pelos seus pais. Os gregos o chamavam de Ares e os romanos chamavam-no Marte.
Os gregos retratavam o seu deus da guerra como um ser odioso, sanguinário e, até mesmo, covarde, como é mostrado na Ilíada, de Homero.
No entanto, os romanos, que glorificavam a guerra, consideravam Marte um guerreiro poderoso. Alguns romanos o adoravam, deixando mesmo sacrificios humanos no seu altar.
Os nomes do deus da guerra foram utilizados por gregos e romanos para caracterizar o planeta Marte. Os gregos chamavam o planeta Ares em homenagem ao seu deus da guerra, enquanto que os romanos o chamavam de Marte.
O símbolo do planeta Marte, mostrado na direita, representa o escudo e a espada do deus da guerra Marte.
Os chineses
Para os chineses Marte era um dos cinco elementos espirituais essenciais para a vida.
|