Thomas Wright e um dos primeiros modelos modernos do universo


A partir do século XVIII, com o desenvolvimento de novas teorias científicas e a melhoria dos equipamentos usados para observações astronômicas, os cientistas passaram a ter alguns elementos essenciais para começar a compreender a estrutura do Universo.

O filósofo inglês Thomas Wright propôs em seu livro "An original theory or new hypothesis of the universe", publicado em 1750, um dos primeiros modelos modernos para o Universo. Nele Wright procurava explicar alguns aspectos que eram naturalmente observados no céu como, por exemplo, a aparência da Via Láctea.

Para Wright o Universo estava contido em uma pequena concha situada entre duas esferas concêntricas. As estrelas estavam distribuidas de tal modo a "preencher o meio inteiro com um tipo de irregularidade regular de objetos". Olhando ao longo de uma tangente à concha, veríamos uma quantidade enorme de estrelas. O céu inteiro naquela direção estaria preenchido com estrelas distantes e fracas de tal maneira que a região pareceria ter um brilho nebuloso. Se um observador olhasse através da porção fina de tal Universo ele veria bem poucas estrelas e o céu pareceria bem pouco populado nesta direção. Wright então concluiu que a aparência da Via Láctea resultava de uma distribuição esférica de estrelas. Para Thomas Wright a aparência observada da Via Láctea era devida a um efeito óptico produzido pelo fato de estarmos imersos no que, localmente, era semelhante a uma camada plana de estrelas. A imagem abaixo reflete as idéias de Thomas Wright.






Entretanto, é preciso assinalar que Wright não se apoiava em qualquer análise científica para estabelecer seu modelo do Universo. Sua motivação era religiosa pois ele acreditava que a estrutura esférica era a mais lógica para ter sido construida por Deus. Apesar disso ele estava correto em atribuir o brilho da Via Láctea a efeitos ópticos.