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Eclipse de Sobral é tema de atividades do ON na reunião anual da SBPC

Publicado: Quinta, 18 de Julho de 2019, 20h04 | Última atualização em Quinta, 18 de Julho de 2019, 20h04

Em 29 de maio de 1919, aconteceu um eclipse total do Sol. O fenômeno foi visível em uma estreita faixa de terra que atravessava os continentes da América do Sul e da África, na região próxima ao equador terrestre, e foi registrado por equipes brasileiras, inglesas e norte-americanas em Sobral, cidade do interior do Ceará, e também a Ilha de Príncipe, na costa africana. Os experimentos realizados na observação desta efeméride permitiram a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, que o físico Albert Einstein havia publicado em 1915.

O Brasil foi protagonista deste importante feito: as fotografias registradas em Sobral confirmaram o valor previsto na Teoria da Relatividade Geral sobre a deflexão da luz. Além da verificação científica de um dos pressupostos da teoria de Einstein, os astrônomos também buscavam estudar a coroa solar, visível unicamente durante os eclipses totais do Sol. Com este objetivo, o então diretor do Observatório Nacional, o astrônomo Henrique Morize, realizou observações e fotografias do eclipse.

Para comemorar esta grande revolução científica, o Observatório Nacional apresenta na Avenida da Ciência, durante a 71ª Reunião Anual da SBPC, em Campo Grande/MS, uma exposição sobre este importante fenômeno. Juntamente com a história do eclipse, o ON expõe imagens da cidade, feitas pelo premiado fotógrafo Luiz Baltar.

No estande do ON, os visitantes da mostra científica poderão também vivenciar o eclipse de Sobral por meio de uma imersão em realidade virtual, e compreender como ele contribuiu para confirmar um dos pressupostos da  Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein.

Três astrônomos do Observatório Nacional estarão à disposição do público para explicar a Relatividade Geral, por meio de experimentos lúdicos e interativos. 

Deformação do espaço-tempo

Em 1916, Einstein presenteou o mundo com uma nova realidade – a Teoria da Relatividade Geral. Nesta teoria, o espaço não é um vácuo, mas uma estrutura invisível chamada espaço-tempo. O espaço não é simplesmente uma grade tridimensional onde matéria, luz e energia movem-se. Ele é uma estrutura quadridimensional chamada espaço-tempo cuja forma é curvada e torcida pela presença e movimento de massa e energia.

O espaço-tempo é curvado ao redor de qualquer massa. A presença de planetas, estrelas e galáxias encurvam a estrutura do espaço-tempo de maneira similar à uma bola de boliche curvando um pano elástico. Até mesmo a luz tem sua trajetória modificada para seguir a curvatura do espaço-tempo ao redor do corpo massivo, como uma galáxia ou como o Sol. 

Os astrônomos do ON auxiliarão o público na compreensão da curvatura do espaço-tempo devido à presença de matéria-energia.

Lentes gravitacionais

As lentes gravitacionais são formadas a partir da deformação do espaço-tempo causada pela presença de um corpo de grande massa entre um objeto e um observador. Constituem uma poderosa ferramenta utilizada tanto em astrofísica como em cosmologia. Dependendo da massa da lente (o objeto defletor) e de sua distância à linha de visada (a que liga a fonte ao observador), o observador pode ver imagens múltiplas (efeito forte), uma imagem distorcida em forma de arco ou ainda uma única imagem em forma de elipse (efeito fraco).

Quando as galáxias estão perfeitamente alinhadas em relação ao observador, o telescópio Hubble, por exemplo, observa um caso especial do fenômeno de lente gravitacional chamado anel de Einstein.

Com o experimento disponível no estande do ON, o público poderá entender o efeito de lentes gravitacionais e aprender o papel da massa e distância na formação de imagens múltiplas, arcos ou anéis.

 

Eclipse de Sobral

No dia 29 de maio de 1919, por volta das 9h da manhã, Sobral experimentava um dos eventos mais importantes para a ciência - o eclipse total do Sol - em que a Lua se sobrepõe o Sol. O evento durou por volta de 5 minutos.  Durante o eclipse, diversas fotografias astronômicas foram tiradas a partir de câmeras acopladas a telescópios. Alguns desses instrumentos e as fotografias originais tiradas pela expedição brasileira estão sob a guarda do Museu de Astronomia e Ciências Afins e do Observatório Nacional, localizados no Rio de Janeiro. Na SBPC, os visitantes poderão ver uma maquete do celóstato que fez as fotografias que puderam comprovar a Teoria da Relatividade Geral.

Efeito fotoelétrico

Um experimento interativo mostra aos visitantes o efeito fotoelétrico, que rendeu um Prêmio Nobel ao cientista Albert Einstein. Os astrônomos do ON explicam ao público a natureza dual da luz e como este efeito está presente no nosso cotidiano. Diversos objetos e sistemas utilizam o efeito fotoelétrico, por exemplo: televisões (de LCD e plasma), painéis solares, iluminações urbanas, sistemas de alarmes e portas automáticas, entre outros.

Globo de Plasma

Um globo com gás rarefeito produz descargas elétricas através da superfície do corpo do visitante. Com este experimento, os astrônomos do ON podem introduzir o conceito do quarto estado da matéria, explicar as propriedades físicas das estrelas e mostrar a eletricidade passando pela superfície do corpo do visitante.

 

 

AVENIDA DA CIÊNCIA

Data: 22 a 27 de julho de 2019

Horário: 9h às 18h

Local: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande, MS

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