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Observatório Nacional desenvolve equipamento de alta tecnologia para operação naval submersa

Publicado: Quarta, 10 de Maio de 2017, 15h20 | Última atualização em Quarta, 10 de Maio de 2017, 19h01
Os magnetômetros no ambiente de montagem e calibração
imagem sem descrição.

O Observatório Nacional entregou, no último dia 5 de maio, 35 magnetômetros especialmente desenvolvidos em seu Laboratório de Desenvolvimento de Sensores Magnéticos (LDSM) para a Marinha do Brasil.

A Base Naval de Aratu (BNA), localizada em Salvador/BA, é a única da America Latina que realiza procedimentos de identificação magnética nos navios da armada brasileira e de outros países. A atividade é executada desde a década de 1970, com instrumentos importados e já defasados tecnologicamente. Visando a uma modernização nessa atividade, a BNA solicitou ao ON o desenvolvimento de um protótipo, o que foi feito com êxito poucos meses depois, pelo grupo de instrumentação geomagnética do Observatório Nacional, coordenado pelo pesquisador Luiz Benyosef.

Primeiro protótipo  sendo instalado
para testes na Base Naval de Aratu/BA

Esse primeiro instrumento superou os importados alemães e norte-americanos em sensibilidade, apresentando vantagens como uso de recursos tecnológicos atualizados, redução das despesas com importação, facilidade e agilidade nos trabalhos de manutenção. A Marinha Brasileira, então, encomendou ao ON a construção de 35 magnetômetros, que foram projetados para os serviços de assinatura magnética realizados na BNA e finalizados este ano. 

Magnetômetros são dispositivos utilizados para medir, com grande precisão, a intensidade de campos magnéticos ou das suas variações. Esses instrumentos tem aplicação diversa como nas pesquisas científicas em observatórios ou em satélites, na prospecção mineral e de petróleo, em terra ou a bordo de aviões, e nas atividades de defesa, como esta em que são utilizados os equipamentos desenvolvidos pelo ON.

Magnetômetro para uso naval submerso
desenvolvido e construído no ON

Os instrumentos entregues utilizam sensores de alta resolução do tipo fluxgate, desenvolvidos pelo geofísico Luiz Benyosef. O desenvolvimento do circuito eletrônico associado ficou sob a responsabilidade do geofísico André Wiermann, e todas as etapas da montagem tiveram a participação do técnico José Roberto Carvalho. Finalmente, com os equipamentos parcialmente montados, o engenheiro Gustavo Cabral juntou-se à equipe, auxiliando e desenvolvendo um sistema interativo que facilitou e agilizou a calibração final de cada instrumento formado pelo sistema sensor e pela eletrônica associada.

 

 

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