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Abril 2017

No dia 13 de abril de 2017, durante o congresso científico "Asteroids, Comets, Meteors - ACM", realizado na cidade de Montevidéu (Uruguai), foi anunciado que o asteroide número 10468, descoberto em 1981, passará a se chamar "Itacuruba". Assim, o pequeno município de pouco mais de 4 mil habitantes, situado no sertão de Pernambuco, a 465km de Recife, terá seu nome eternizado no espaço.

O nome foi sugerido pela equipe do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), como uma homenagem à cidade onde está instalado. No OASI é desenvolvido o projeto IMPACTON, do Observatório Nacional, dedicado ao estudo de propriedades físicas de asteroides e cometas, particularmente daqueles que possuem órbitas próximas e são potencialmente perigosos para a Terra. O telescópio operado no OASI é o segundo maior em solo brasileiro.

O asteroide "10468 Itacuruba" está localizado no cinturão principal de asteroides, região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter. Tem um período orbital de 3,58 anos em torno do Sol e um tamanho estimado entre 2 a 5 km de diâmetro. Foi descoberto em 1 de março de 1981 pelo astrônomo Schelte J. Bus no observatório de Siding Spring, na Austrália e, até então, tinha a denominação provisória de "1981 EH9".

Pelas regras da União Astronômica Internacional (UAI), quando um novo asteroide é descoberto, seus descobridores têm o direito de sugerir um nome, que deve ser submetido à aprovação da comissão específica da UAI. Entretanto, é comum que membros de grandes projetos de monitoramento de asteroides "cedam" a prerrogativa de sugerir nomes a grupos e instituições de ensino e pesquisa. Desta forma, já se tornou tradição que o congresso ACM, realizado a cada três anos em diferentes cidades do mundo, homenageie pesquisadores e instituições de destaque na área. No Brasil, alguns astrônomos e personalidades já foram homenageados. Entre as poucas cidades brasileiras eternizadas no céu, Itacuruba é a primeira do sertão.

A homenagem a Itacuruba é, antes de tudo, um agradecimento à população do município que acolheu a construção do OASI, que entrou em operação em 2011. Mas também tem o objetivo de chamar atenção para a preservação do céu noturno da região semiárida brasileira. Por suas características climáticas e a ainda baixa poluição luminosa, o sertão oferece a todos, astrônomos ou não, a maravilhosa oportunidade de contemplação do céu. Locais como esses devem ser preservados como patrimônio da humanidade para as gerações futuras.

A nominação foi oficializada através da Circular do Minor Planet Center MPC-103975, com a seguinte descrição: "Itacuruba, também conhecida como Nova Itacuruba, é uma cidade no estado de Pernambuco, Brasil, e sede do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI). A cidade original foi inundada em 1988 para formar o Lago de Itaparica".

Informações técnicas sobre o asteroide e um diagrama interativo da sua órbita estão disponíveis neste link da página do Minor Planet Center.

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Novembro 2016

Artigo de Teresinha Rodrigues e Daniela Lazzaro, pesquisadoras do Observatório Nacional - Projeto IMPACTON, para o Jornal da Ciência, discute a relevância que a recentemente extinta ReNE teve na implantação do projeto.

Leia aqui a matéria completa

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Setembro 2016

No último dia 7 de setembro, o asteroide 2016 RB1 ocupou o noticiário por sua aproximação da Terra, cerca de 34.000 km de altitude, aproximadamente a mesmo que o chamado "anel geoestacionário" onde a maioria dos satélites de telecomunicações reside. Apesar de ter sido descoberto apenas 24 horas antes da maior aproximação, a determinação de sua órbita afastou qualquer possibilidade de impacto com a Terra.

O "NEO Coordinator Centre" da ESA, dedicado ao estudo de asteroides em órbitas próximas da Terra, acionou sua rede de colaboradores para observar o objeto, tomando imagens para a determinação de seu comportamento frente ao campo gravitacional do planeta.

A excelente qualidade das imagens obtidas por Filipe Monteiro, aluno de doutorado do ON, com o telescópio do OASI foi divulgada pela ESA para mostrar o movimento do 2016 RB1 no céu da manhã de 7 de Setembro.

Mais informações no link da ESA.

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Setembro 2016

O projeto MarcoPolo-M5 está sendo proposto à Agência Espacial Europeia com o objetivo de trazer à Terra uma amostra de asteroide, num esforço de caracterizar as famílias de objetos em órbitas próximas da Terra e conhecermos sua composição. Já a Asteroid Redirect Mission (ARM), em desenvolvimento pela NASA, pretende visitar um grande asteroide e trazer um pedaço dele para uma órbita ao redor da Lua, para estudo e uma futura missão tripulada.

Dois alvos têm sido considerados para essas missões por suas propriedades dinâmicas: os asteroides 2008 EV5 e 1993 HA. No entanto, como ainda não são suficientemente conhecidos, estão sendo realizadas observações para melhor definir esses alvos.

O OASI participou do trabalho em que foram realizados estudos espectroscópicos dos asteroides 2008 EV5 no observatório ESO-VLT (Paranal, Chile) e do 1993 HA no observatório ESO-NTT (La Silla, Chile). No OASI foi realizada a fotometria visível do objeto 1993 HA.

Os resultados indicam que o 2008 EV5 é um tipo de objeto recomendado para a missão ARM e que, a confirmar com estudos posteriores, o objeto 1993 HA parece ser também um alvo favorável para a missão MarcoPolo-M5.

O trabalho completo foi aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics: Perna, D.; Popescu, M; Monteiro, F.; Lantz, C.; Lazzaro, D.; Merlin, F. "An investigation of low-ΔV near-Earth asteroids (341843) 2008 EV5 and (52381) 1993 HA".

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Julho 2016

Filipe Vieira de Melo Monteiro, aluno da Pós-Graduação em Astronomia do ON, defendeu a sua Dissertação de Mestrado no dia 25/07/2016. O trabalho intitulado "Objetos em órbita próxima da Terra: Um estudo de suas propriedades físicas", sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro, foi desenvolvido a partir de observações realizadas no OASI.

Foram obtidos dados fotométricos de 35 objetos em órbitas próximas da Terra (NEAs), que foram usados para determinação de períodos de rotação, estimativas de forma e de direção do eixo de rotação. O trabalho contribui para aumentar a amostra de objetos próximos da Terra com propriedades rotacionais determinadas, melhorando as estatísticas de comportamento desses objetos.

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Maio 2016

A SPCSB é uma parceria entre o Observatório Nacional, Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Espaço Ciência (SECTEC/PE) e Representação Nordeste do MCTI (ReNE), com o objetivo de promover ações de sensibilização para a ciência e o meio ambiente na região semiárida brasileira.

Em sua segunda edição, de 18 a 20 de maio, o evento foi sediado nos municípios pernambucanos de Floresta e Itacuruba e contou com uma oficina de vivência audiovisual com os alunos da Escola Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho dirigida pela equipe especializada do INSA. O resultado foram dois vídeos que incluíram a visita dos participantes ao OASI e que podem ser assistidos a seguir.

Veja também mais informações na Galeria de Eventos

Resumo da 2ª SPCSB

Documentário "Os Guardiões da Galáxia no Semiárido"

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Abril 2016

Desde Setembro de 2015, o OASI vem colaborando com o projeto NEOShield-2, dedicado à ciência e tecnologia para a prevenção de impactos de objetos em órbitas próximas da Terra. As observações realizadas no OASI, em Itacuruba (PE), são analisadas em conjunto com a equipe do Instituto Nazionale di Astrofísica (INAF) em Roma, Itália, e publicadas nos boletins do Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional (IAU).

Até Março/2016, os resultados obtidos pelo OASI podem ser conferidos nos seguintes boletins, disponíveis no site do MPC

  1. MPEC, 2015RB37, R175 (2015)
  2. MPEC, 2015RK37, R178 (2015)
  3. MPEC, 2015RL82, S209 (2015)
  4. MPEC, 2015RO82, S12 (2015)
  5. MPEC, 2015RQ82, S14 (2015)
  6. MPEC, 2015RS83, S36 (2015)
  7. MPEC, 2015SB, S43 (2015)
  8. MPEC, 2012VE46, T119 (2015)
  9. MPEC, 2015TM238, U09 (2015)
  10. MPEC, 2015TS238, U14 (2015)
  11. MPEC, 2015WK, W28 (2015)
  12. MPEC, 2015WZ, W30 (2015)
  13. MPEC, 2015XB379, Y26 (2015)
  14. MPEC, Comet P/2008Y2=2016A9 (Gibbs), C42 (2016)
  15. CBET, Comet P/2016 A9 = P/2008 Y2 (GIBBS), 4253 (2016)
  16. MPEC, 2016EG1, E28 (2016)
  17. MPEC, 2016EK1, E31 (2016)

Abaixo, detalhe do Boletim MPC com resultados que levaram à determinação da órbita do objeto 2012 VE46, considerado "perdido". São destacados a magnitude visual do objeto (20,0) e a identificação do OASI por seu código internacional (Y28 OASI, Nova Itacuruba).

 

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Março 2016

A ExoMars é uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) em colaboração com a Rússia que foi lançada rumo à Marte no dia 14 de março de 2016. Devido à sua trajetória semelhante (no sentido oposto) à de um asteroide em rota de colisão com a Terra, o Centro de Coordenação de Objetos em órbita próxima da Terra (NEOCC) da ESA, coordenou uma campanha internacional com o objetivo de obter observações da sonda ExoMars a partir da Terra.

A pronta observação de objetos em movimento muito rápido, com efemérides mal definidas, num pequeno intervalo de tempo e com uma mínima janela de visibilidade é um cenário muito similar ao que deverá ocorrer em caso de descoberta de um asteroide em rota de iminente colisão com a Terra. Assim, o NEOCC acionou sua rede de observatórios colaboradores localizados no hemisfério Sul, de onde a sonda ExoMars poderia ser observável, inclusive o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI, Itacuruba, PE).

Algumas horas após o lançamento, o NEOCC começou a receber informações dos observatórios envolvidos na campanha. Depois de algumas más notícias, devido a condições meteorológicas adversas ou problemas técnicos, foi finalmente recebida a primeira detecção positiva no início da noite, obtida por observadores na Austrália, utilizando um telescópio de espelho de 1 metro. Logo em seguida, o Observatório Stardome em Auckland (Nova Zelândia) reportou observações por cerca de 25 minutos, incluindo um pedaço do resto dos motores usados no lançamento. De fato, a detecção da sonda ExoMars deveria estar acompanhada da observação desse "lixo".

Logo antes da meia-noite o evento pôde ser testemunhado ao vivo por Sergio Silva, pós-doc do ON, utilizando o telescópio do OASI (Itacuruba, Brasil). As imagens obtidas são surpreendentes: a sonda aparece como um objeto brilhante envolto por ao menos seis outros pontos menos brilhantes - sobras da ejeção dos motores - se movendo junto a ela no céu (imagens abaixo). A trajetória calculada por nosso colaborador Marco Micheli do NEOCC/INAF (Roma, Itália) a partir destas imagens mostrou que a sonda estava na órbita correta em direção ao planeta Marte. Com a ExoMars desaparecendo com segurança no espaço profundo, a campanha do NEOCC foi concluída.

Esse resultado obtido pelo OASI, assim como outros de detecção de objetos considerados "perdidos" por observatórios do hemisfério Norte, têm sido possível graças à infraestrutura instalada no sertão pernambucano, à qualidade de sua equipe de observadores e à inserção do projeto nos esforços internacionais que visam minimizar os efeitos do choque de um objeto em órbita próxima da Terra.

Link oficial da notícia

 

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Maio 2015

Em 29/05/2015, o Me. José Sergio Silva Cabrera defendeu a sua Tese de Doutorado intitulada "Propriedades rotacionais, direção de polo e modelo de forma de asteroides em órbita próxima da Terra: Primeiros resultados do Projeto IMPACTON", sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro. Esta foi a primeira tese desenvolvida quase exclusivamente a partir de dados do Projeto IMPACTON. Através da obtenção de curvas de luz em diferentes épocas ao longo de 4 anos, o trabalho possibilitou a determinação de períodos de rotação precisos para 19 asteróides próximos da Terra e estimativas de período para outros 9 asteroides. Os dados também possibilitaram a determinação da orientação do eixo de spin e modelos de forma para 8 novos asteróides, o que incrementa em 40% o número de pequenos corpos para os quais estas propriedades físicas são conhecidas.

 

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Setembro 2014

Observação do Cometa C/2011 J2 (LINEAR), confirmando a formação de um núcleo secundário no objeto que já estava em processo de fragmentação desde 27 de agosto. As observações no OASI foram reportadas ao Minor Planet Center e publicadas na Circular 2014-R69 e nos telegramas da IAU, CEBET 3979 (2014).

 

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Setembro 2014

A visita do Dr. Gonzalo Tancredi, da Udelar (Uruguay), inaugurou a operação conjunta do OASI e do Observatório Astronômico Los Molinos (OALM) em campanhas de observação astrométrica e fotométrica. Além do Cometa C/2011J2, foram observados Asteroides em Órbitas Cometárias (ACOs) para detectar sua possível atividade. Com base na lista apresentada por Tancredi (2014, Icarus, 234, 66), foram selecionados os asteroides visíveis no OASI a serem observados ao longo dos próximos meses. A continuidade do trabalho permitirá:

  • aprimorar as órbitas destes objetos, obter curvas de luz que permitam determinar seus períodos de rotação e suas formas através de técnicas de inversão e determinar cores fotométricas para caracterização de suas superfícies,
  • melhorar as estimativas de parâmetros físicos relevantes como estado rotacional, tamanho, fração de área ativa da superfície e classe taxonômica,
  • contribuir, no Hemisfério Sul, com dados relativos a asteroides potencialmente perigos para a Terra.

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Julho 2014

O Observatório Nacional e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) assinaram um Acordo de Cooperação Técnico-Científica para desenvolver atividades conjuntas de preservação ambiental na área do OASI, região de Itacuruba (PE). Em setembro/2014, o OASI recebeu a visita do Dr. Salomão Medeiros, pesquisador do INSA, para discussão dos primeiros projetos da colaboração.

 

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Janeiro 2014

Desde janeiro de 2014 as observações do OASI vêm sendo realizadas a partir da Sala de Observações Remotas instalada na Coordenação de Astronomia e Astrofísica - COAA/ON, no Rio de Janeiro. Da mesma forma que as missões de observação presenciais no OASI, as observações remotas são realizadas durante os 15 dias em torno da Lua nova de cada mês.

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Fevereiro 2013

O Centro de Corpos Menores (Minor Planet Center - MPC) da União Astronômica Internacional atribui a cada observatório em funcionamento um código único de identificação para ser utilizado em diversos serviços de geração de efemérides ou cartas de identificação, entre outros, bem como em softwares de uso profissional e amador.

Para obtenção deste código é necessário reportar ao MPC as observações astrométricas de um ou mais asteroides conhecidos. A partir do trabalho de mestrado desenvolvido pelo Me. Mario de Prá, foi implementada uma rotina para a submissão de dados astrométricos no formato específico requerido pelo MPC, e com os resultados das observações de mais de 20 objetos, o OASI ganhou finalmente em fevereiro de 2013 o seu código de identificação: Y28

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Agosto 2012

Na noite de 24 de agosto de 2012, o telescópio do projeto IMPACTON foi testado pela primeira vez para observar a ocultação de uma estrela por um corpo menor do Sistema Solar, no caso Plutão. A sombra da ocultação passou pela América do Sul, sendo Itacuruba um dos lugares melhor localizados para a observação do fenômeno. Cabe destacar que, devido às condições meteorológicas em outros observatórios, o OASI foi o único a registrar o evento.

As observações foram realizadas no filtro R, e foram tomadas mais de 300 imagens com um tempo de esposição de 3 segundos cada uma. O tempo morto de leitura do CCD foi otimizado, ficando em menos de 1 segundo. A figura abaixo mostra a curva fotométrica da estrela (Plutão não é observado diretamente na imagem). A curva apresenta uma queda no instante da ocultação, com o centro do evento em 00h 34m 12s UT e uma duração de aproximadamente 250 segundos.

Este tipo de observação não está entre as prioridades do OASI, mas representa o que denominamos alvo de oportunidade. Os resultados devem contribuir para o aprimoramento de diversos parâmetros físicos e dinâmicos do planeta anão e colocam o OASI no âmbito das grandes campanhas mundiais para observação destes fenômenos.

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Maio 2011

O asteroide 2011 GP59 foi descoberto em 9 de abril de 2011 no Observatório Astronômico de Mallorca Espanha). Os cálculos de sua trajetória indicaram logo que o objeto, de cerca de 50 metros de diâmetro, teria uma grande aproximação à Terra em 15 de abril, chegando a uma distância de apenas 0.0036 Unidades Astronômicas desta. Isto equivale a cerca de 533 mil quilômetros, ou seja, a distância Terra-Lua.

Resolvemos observar este asteroide do OASI na noite anterior à sua máxima aproximação com o objetivo não apenas de aprimorar sua órbita e determinar suas propriedades fotométricas, mas também como teste dos equipamentos instalados no OASI. A observação era bastante complexa em vista da grande velocidade relativa do asteroide, chegando a quase 8 quilômetros por segundo no momento da observação. O apontamento e acompanhamento diferencial (não sideral) do telescópio se mostraram perfeitos, possibilitando a observação do asteroide por cerca de uma hora e meia. Durante este período foram obtidas cerca de 500 exposições de 1 segundo cada uma no filtro R e cerca de 200 exposições, também de 1 segundo, no filtro V. Os dados foram reduzidos utilizando o pacote de redução automática do IMPACTON, mostrando uma variação de brilho (ou magnitude) extremamente rápida, conforme pode ser visto nas figuras abaixo para os filtros R (esquerda) e V (direita).
    

A análise destes dados permitiu calcular o período de rotação do asteroide, que é de apenas 7,33 minutos; isto quer dizer que seu brilho varia em menos do que 4 minutos. Vale aqui mencionar que a rotação média dos asteroides do Cinturão Principal é de cerca de 5 horas. Esta velocidade de rotação em torno de seu eixo indica que este objeto é muito provavelmente monolítico, com uma grande coesão interna. A amplitude da curva de luz de 1.8 magnitudes também indica um corpo bastante alongado. Nas figuras abaixo podem ser vistos, em cores, os dados observados, no filtro R e V, sobrepostos a uma curva, em preto, que corresponde a um período de 7,33 minutos.


    

Para saber mais sobre asteroide 2011 GP59 clique aqui.

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