Nuvem de Oort
A descoberta daquilo que hoje chamamos de Nuvem de Oort deve-se à perspicácia de Jan Oort, observando o comportamento dos chamados cometas de longo período, ou LPCs (Large-Period Comets).
Cometas de longo período
Entre algumas notáveis propriedades orbitais dos LPCs destaca-se o fato de que suas órbitas estão concentradas em tamanhos muito grandes. Além disso, sabia-se que eles penetram na região planetária isotropicamente ou seja, eles não mostram direção preferida. Esta distribuição é completamente aleatória.
Jan Oort notou que a concentração de cometas em torno de tamanhos orbitais grandes era muito fortemente ponteaguda.
Ele calculou que os cometas que estão "caindo" no Sistema Solar provenientes de distâncias muito grandes deveriam sofrer perturbações produzidas pelos planetas, especialmente Júpiter, e encontrou que estas perturbações eram, na verdade, maiores do que a largura do pico dos LPCs.
Ele concluiu que vários LPCs devem estar entrando no Sistema Solar pela primeira vez, caso contrário suas órbitas já teriam sido modificadas pelas perturbações gravitacionais produzidas pelos grandes planetas. Ele também notou que os LPCs parecem "cair" de uma distância de, aproximadamente, 50000 U.A.
Consequentemente, ele sugeriu que o Sol está circundado por uma nuvem esférica de cometas a partir da qual os LPCs observados são, de algum modo, perturbados.