Magnitude Aparente ou Visual
A magnitude visual, ou magnitude aparente, é uma medida do brilho de um corpo celeste visto a partir da Terra. Em outras palavras, é quão brilhante uma estrela aparece sem qualquer correção feita em relação à sua distância.
A magnitude aparente é representada pela letra "m".
Podemos facilmente comparar os valores de magnitudes aparentes atribuídos a vários objetos astronomicos. Para isso basta nos lembrarmos que quanto menor for o valor numérico atribuido à magnitude aparente, mais brilhante será o objeto. Números negativos de magnitude aparente indicam brilho extremo. Lembre-se sempre:
números mais baixos de magnitudes aparentes representam objetos mais brilhantes do que os números mais altos
Por exemplo, uma estrela muito brilhante seria de 1a magnitude (aparente), estrelas menos brilhantes do que esta seriam de 2a magnitude e assim por diante.
Um exemplo bem concreto é o fato de que a Lua cheia tem uma magnitude aparente de -12,6 e o Sol tem uma magnitude aparente de -26,8. (cuidado com os números negativos: quem é menor? -26,8 ou -12,6?)
O primeiro sistema de avaliação de magnitudes
O primeiro sistema de avaliação do brilho de objetos celestes foi desenvolvido pelo astronomo grego Hiparcus, no ano 120 A.C. Ele verificou que as estrelas poderiam ser classificadas de acordo com o brilho que apresentavam quando observadas a olho nú (na sua época não havia telescópios). Para fins de classificação ele dividiu as estrelas segundo uma escala numérica na qual a estrela mais brilhante visível a olho nú teria magnitude aparente -1,4 e a estrela visível mais fraca teria magnitude aparente 6. Isto significa que
podemos ver objetos celestes até a magnitude aparente 6 sem a ajuda de um telescópio, ou seja, a olho nú.
O sistema atual de avaliação de magnitudes aparentes
O sistema quantitativo atual foi desenvolvido em 1850 pelo astrônomo ingles Norman Robert Pogson. Ele procurou criar um sistema que concordasse tanto quanto possível com as antigas medições qualitativas feitas pelos gregos.
A expressão que dá a magnitude visual ou aparente de uma estrela em termos de sua luminosidade é conhecida como fórmula de Pogson e é escrita como
m = constante - 2,5 log ls
O que significam estes termos?
- m é a magnitude aparente ou visual da estrela
- ls é a luminosidade da estrela, ou seja a energia luminosa total recebida pelo nosso detector, no intervalo de comprimentos de onda que está sendo estudado. Lembre que esta luminosidade é a "luminosidade aparente" da estrela, ou seja, ela se refere à quantidade de radiação que incide na área unitária de um detector colocado sobre a superfície da Terra.
- a "constante" é usada para definir o "zero" da escala de magnitude
O que podemos concluir facilmente a partir da equação de Pogson?
Olhando para a equação de Pogson vemos que a escala de magnitudes é uma relação logarítmica.
Imediatamente vemos que a regra utilizada por esta escala é tal que uma diminuição sucessiva de uma unidade em magnitude representa um aumento no brilho aparente por um fator de 2,512. Deste modo uma diferença de 5 magnitudes correponde a um aumento de 100 vezes no brilho
Você quer saber como isto foi calculado?
Comparando magnitudes de várias estrelas
| estrela | magnitude aparente (ou magnitude visual) | magnitude absoluta | distância à Terra (em anos-luz) |
| Sol | -26,72 | +4,8 | 0,000016 |
| Sirius | -1,46 | +1,4 | 8,6 |
| Canopus | -0,72 | -2,5 | 74 |
| Rigel Kentaurus | -0,27 | +4,4 | 4,3 |
| Arcturus | -0,04 | +0,2 | 34 |
| Vega | 0,03 | +0,6 | 25 |
| Capella | +0,08 | +0,4 | 41 |
| Rigel | +0,12 | -8,1 | 900 |
| Betelgeuse | +0,7 | -7,2 | 1500 |
| Altair | +0,77 | +2,3 | 16 |
| Deneb | +1,25 | -7,2 | 1500 |
| Proxima Centauri | +11,05 (variável) | +15,5 | 4,3 |