As galáxias são enormes aglomerações de estrelas, tais como o nosso Sol, que podem ser contadas de vários milhões a vários trilhões.
Classificando as galáxias pela sua forma
Diagrama de tipos morfológicos conhecido como "tuning fork" devido à forma de garfo
Existem galáxias de todos os tipos e que, através de uma ampla variedade de formas e aparências, apresentam muitos aspectos básicos comuns.
A partir de suas aparências, as galáxias são classificadas como:
No entanto, dentro de cada um destes tipos, as galáxias também podem ser sub-classificadas. Assim, as
Galáxias elípticas são sub-classificadas de acordo com a sua elipticidade como:
E7 - fortemente alongada
E6
E5
E4
E3
E2
E1
E0 - circulares
Galáxias lenticulares são sub-classificadas
Galáxias espirais são sub-classificadas pela presença ou não de uma barra como:
Galáxias espirais S
Galáxias de tipo intermediário SAB
Galáxias espirais barradas SB
Todas estas classes de espirais, barradas ou não, podem ainda ser sub-classificadas pela relação entre a proeminência do bojo versus braços espirais como:
Sa, SABa, SBa
Sb, SABb, SBb
Sc, SABc, SBc
Sd, SABd, SBd
Galáxias irregulares são sub-classificadas como:
Galáxias irregulares tipo I
Galáxias irregulares tipo II
Massas das galáxias
As galáxias mais massivas são gigantes que são milhões de vezes mais massivas do que as mais leves: o intervalo de massa delas é de no máximo alguns milhões de vezes aquela do nosso Sol no caso das menores galáxias anãs até vários trilhões de massas solares no caso de gigantes como M87 ou M77. Concomitantemente, o número de estrelas nelas varia no mesmo intervalo.
Tamanho das galáxias
O tamanho linear das galáxias também se espalha, variando das pequenas anãs de alguns milhares de anos-luz de diâmetro, como M32, até respeitáveis vários 100000 anos-luz. Entre as naiores galáxias Messier estão a galáxia Andromeda M31 e a galáxia Seyfert II brilhante ativa M77.
Os objetos típicos das galáxias
Além das várias estrelas individuais, a maioria das galáxias contém os seguintes objetos típicos:
As galáxias normalmente emitem luz de todos os comprimentos de onda, desde a extremidade de microonda e ondas longa rádio, passando pelo infravermelho, visual e luz ultravioleta até os raios gama e raios X de altas energias e comprimentos de onda curtos. A matéria interestelar é a mais fria de todas e,mpor consegüinte, melhor visível em rádio e infravermelho, enquanto que os restos de supernovas são mais facilmente visíveis na parte de alta energia do espectro eletromagnético.
Bons atlas fotográficos e livros sobre galáxias
Se você gosta de ver as belíssimas imagens de galáxias obtidas pelos grandes telescópios de todo o mundo obviamente a internet é uma grande opção. Mas se você quer estas imagens impressas sob a forma de impressionantes catálogos fotográficos nada melhor do que pedir de presente de aniversário um dos seguintes livros (em inglês):
The Hubble Atlas of Galaxies - Alan Sandage ; editora: Carnegie Institution of Washington, 1961
produzido por um renomado astrofísico, o Dr. Alan Sandage, este atlas é um resumo de toda a classificação morfológica de galáxias proposta por Edwin Hubble. Ele nos mostra 185 impressionantes fotografias em preto e branco de galáxias de todos os tipos. Estas imagens foram obtidas com os telescópios do Mt Palomar Observatory e do Mt Wilson Observatory. As fotos são acompanhadas de textos e dados. Há ainda uma introdução científica e técnica no Atlas.
The Color Atlas of Galaxies - James D. Wray ; editora: Cambridge University Press, 1988
Este atlas apresenta imagens a 3 cores (UBV) de 616 galáxias, incluindo todas as galáxias do catálogo Messier, exceto M89. Estas imagens foram obtidas com os telescópios do McDonald Observatory, no Texas, e do Cerro TololoInteramerican Observatory, no Chile. Todas as imagens possuem textos e dados.
Galaxies - Timothy Ferris ; editora: Sierra Club Books, San Francisco, 1980
um espetacular livro que apresenta fotografias coloridas e em preto e branco de galáxias e de alguns outros objetos celeste, produzidas por vários observatórios.
Man discovers the Galaxies - Richard Berendzen, Richard Hart e Daniel Seeley; editora: Science History Publications, Neale Watson Academic Publications, New York, 1976
Um excelente livro sobre a história da astronomia extragaláctica. Ele é um relato de como nós, serem humanos, mais uma vez fomos despojados de qualquer lugar especial no Universo. Este livro nos conta de que modo os cientistas deixaram de acreditar que a nossa Galáxia era a única em todo o Universo (ou seja, ela era o próprio Universo) e passou a ser apenas mais uma entre os bilhões de galáxias que hoje sabemos existirem.