AAT - Anglo-Australian Telescope

Características do AAT

Inaugurado pelo Príncipe Charles, do Reino Unido, em 16 de outubro de 1974, o telescópio Anglo-Australiano é um dos equipamentos que forma o Anglo-Australian Observatory (AAO). Um telescópio de qualidade excepcional, o AAT foi um dos últimos telescópios de 3,9 metros, com montagem equatorial, a ser construído.
Seu espelho primário, que tem um diâmetro útil de 3,89 metros, foi aluminizado no final de 1974 e os trabalhos científicos começaram no início de 1975. O custo final de sua construção foi de 15932250 dólares australianos (em 1973).
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Image Credit: Anglo-Australian Observatory; Photograph by David Malin
(imagem maior)
Sua excelente óptica, excepcional estabilidade mecânica e controle computacional preciso fazem dele um dos mais finos telescópios do mundo.
Esta fotografia mostra detalhes do funcionamento do AAT. Este telescópio é capaz de observar qualquer objeto celeste que esteja a mais do que 20o acima do horizonte. Por causa da sua montagem equatorial ele se desloca ao longo de dois eixos. O suporte em forma de ferradura amarelo é o eixo que permite o movimento que segue as estrelas de leste para o oeste através do céu. Este sistema gira repousando sobre plataformas suportadas por óleo pressurizado.
O segundo movimento é em torno de um eixo entre os braços da ferradura que permite a estrutura branca, que segura o espelho grande, apontar para o norte e para o sul.
Na extremidade do telescópio está a "gaiola" do foco primário onde a luz proveniente do espelho primário é colocada em foco. É neste local que David Malin tirou todas as fotografias coloridas do AAT, que estão no site do Anglo-Australian Observatory, em http://www.aao.gov.au/images.html/, e espalhadas ao longo deste Glossário.

A sala de controle do AAT

Esta é a sala de controle do AAT, o seu centro de operações. Um enorme conjunto de botões, luzes, mostradores, telas de televisão, controles que acoplados a computadores asseguram que o telescópio, e a cúpula, funcionem perfeitamente bem durante toda a noite de observação.
sala de controle do AAT
Image Credit: Anglo-Australian Observatory; Photograph by David Malin

É aqui que comandos são dados para orientar o telescópio e fazer com que ele acompanhe o movimento dos astros durante a noite. Em geral, um técnico, chamado de assitente noturno, é o responsável pela operação do telescópio. Como o custo operacional de qualquer telescópio profissional é bastante elevado, a função do assistente noturno é de grande responsabilidade. Cabe a ele assegurar que tudo funcione corretamente durante o período de observação. A ele também cabe resolver os "pepinos" que eventualmente (quase sempre!) ocorrem com o equipamento, em geral nos piores momentos, ou seja, no início das observações logo que você verifica que o o céu está super-limpo, ou no meio da noite quando tudo estava dando certo, etc.

A parte externa do AAT

Esta é a visão que você terá ao chegar ao Siding Spring Observatory. De todos os telescópios operados nesta montanha, a cúpula do AAT é a mais imponente, elevando-se a cerca de 50 metros do solo.
cupula do AAT
Image Credit: Anglo-Australian Observatory; Photograph by David Malin

Como você nota na fotografia, o prédio possui duas partes bem distintas. A parte cilíndrica inferior abriga os escritórios, câmera escura, pequenas oficinas e as várias partes de equipamentos necessários para a operação eficiente de um grande telescópio óptico e de seus instrumentos complexos.
A parte superior, uma porção hemisférica giratória, é a cúpula propriamente dita do AAT. Dentro dela fica o telescópio protegido dos elementos naturais da região (chuvas, umidade, algum cangurú curioso, etc.)