Escola de Inverno 2011 - Astronomia
Observatório Nacional
O Observatório Nacional realizará uma Escola de Inverno em Astronomia, voltada prioritariamente para alunos de graduação nas áreas de Ciências Exatas (a partir do 3º ano), bem como aos diplomados nessas áreas. As inscrições já estão encerradas.
Cursos:
* Astrofísica Observacional - Dra. Simone Daflon
* Aglomerados de Galáxias - Dr. Renato Dupke
* Universo Escuro - Dr. Jailson Alcaniz
* Ciências Planetárias - Dra. Daniela Lazzaro
* Sistema Planetários Extrassolares - Dra. Carolina Chavero
* Métodos Modernos de Análise de Dados Astronômicos - Dr. João Luiz Kohl
* Evolução Estelar - Dr. Marcelo Borges
* Supernovas - Dr. Claudio Bastos
* Lentes Gravitacionais - Dra. Marcela Campista
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Observatório Nacional na 63ª SBPC
DAED/ON
SA 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está ocorrendo em Goiânia, até 15 de julho. A divulgação científica do Observatório Nacional está presente na ExpoT&C, evento associado à SBPC, voltado para o público em geral e iniciado em 1993, com mostra de ciência, tecnologia e inovação e participação de expositores de órgãos do governo e de institutos de pesquisa. A abertura oficial será hoje, Segunda-Feira, dia onze, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
As pesquisas e serviços do ON estão sendo apresentados por meio da exibição da página institucional e material de divulgação.
A proposta do MCT, para esse evento, é inovadora em relação ao espaço físico que vai ocupar. São estruturas modernas de arquitetura hightech e os expositores foram instruídos a utilizar, preferencialmente, recursos de mídias visuais...
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A descoberta da maior colisão de aglomerados de galáxias tem participação de cientista do Observatório Nacional
Observatório Nacional
Os aglomerados de galáxias são as últimas estruturas a se formarem no Universo, por colisão de sistemas menores ou de outros aglomerados. Estudar essas estruturas em colisão significa conhecer os processos de sua formação. As 3 principais componentes de massa dos aglomerados de galáxias são: a matéria escura (aproximadamente 80%), o gás quente (15% da massa e com temperaturas de 50 milhões de graus) que permeia as galáxias.
Os restantes 5% ou menos são galáxias. Quando os aglomerados colidem o gás produzido por eles interagem, formando ondas de choque, acelerando partículas carregadas (o gás é tão quente que os átomos são totalmente ionizados, ou seja, é um plasma), etc. A matéria escura, como não interage com a matéria normal (a não ser pela força gravitacional), não é afetada. Consequentemente, a matéria escura e o plasma se separam. A partir de observações conjuntas de raios-X e lentes gravitacionais, pode-se, pela primeira vez na história, "ver" a separação e tentar deduzir as suas propriedades.
Numa análise comparativa dos resultados obtidos das observações de raios-X, do satélite Chandra e de lentes gravitacionais, com o satélite Hubble, complementadas ainda com as observações realizadas da Terra pelos telescópios VLT e Subaru, notou-se que o aglomerado Abell 2744 não era resultado da colisão de 2 aglomerados, mas sim de pelo menos 4. Essa colisão múltipla gerou não somente a evidente separação entre matéria escura e o plasma na região central, onde se vê uma "bala" supersônica com velocidade provável superior a 4000km/s, como também gerou uma região exclusiva de matéria escura e nenhum gás (chamado de aglomerado escuro). Além disso, gerou outra região única em gás quente, sem matéria escura (chamado de aglomerado fantasma), fato nunca visto ou previsto. Dada a quantidade de fenomenologias novas nesse evento, o nome Pandora foi o primeiro nome a ser lembrado, já que essa deusa grega foi a responsável por liberar os males da humanidade. A proposta deste trabalho é liderada pelo pesquisador Renato Dupke do Observatório Nacional.
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